4 desafios para mulheres jovens no mundo dos negócios

Entrar no mercado de trabalho não é uma tarefa fácil para as mulheres, seja como funcionárias ou como empreendedora. Hoje, elas são donas de 40% dos negócios privados de todo o mundo, segundo o livro “How she does it”, ainda sem tradução para o português. Ou seja, as mulheres vêm ganhando um espaço maior ao longo das últimas décadas e, provavelmente, vão chegar aos 50% nos próximos anos.

O fato é que, apesar de as dificuldades já serem menores do que há 50 anos, as mulheres continuam enfrentando barreiras para conquistar espaço e chegar ao sucesso.

No post de hoje, destacamos os 4 principais desafios para as mulheres jovens que no mundo dos negócios. Confira.

1 – Desigualdade de Gênero

Apesar de muitas mulheres serem igualmente qualificadas para posições mais altas, a desigualdade continua. De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Pew Research Center, 20% dos norte-americanos apontam o que um dos principais motivos para que as mulheres jovens no mundo dos negócios tenham menos cargos de liderança do que os homens é que os padrões estabelecidos para elas são mais altos. Ou seja, para assumir o mesmo cargo, uma mulher deve ter mais habilidades do que um concorrente masculino.

De acordo com a mesma pesquisa, 53% dos entrevistados acreditam que os homens continuarão ocupando o maior número de vagas na rede privada, enquanto que 44% acham que é só uma questão de tempo até a ocupação desses cargos de liderança ser dividida igualmente.  A respeito dos cargos públicos, os entrevistados foram mais otimistas: 73% deles disseram acreditar ter uma mulher americana como presidente durante sua vida.

Essa pesquisa também destacou características diferentes entre homens e mulheres jovens no mundo dos negócios. Na política, a maioria dos pesquisados entendeu que não são muitas as desigualdades.  Quando diferenças são apontadas, as mulheres saem em vantagem: 34% dos pesquisados acreditam que elas são mais comprometidas, enquanto apenas 9% dizem que os homens se destacam nesse quesito.  Além da questão de comprometimento, a ética e a honestidade foram destacadas, e, nesse quesito, 34% acreditam que as mulheres correspondem mais a essas qualidades contra 3% que atribui a presença delas aos homens.

Historicamente, os cargos que são de organização e cuidado com as pessoas tendem a ser entendidas como “profissão de mulher”, como explica o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortela. Por outro lado, trabalhos que necessitam o uso do intelecto, costumam ser mais associados aos homens.

Quando entrevistados foram questionados, na pesquisa do Pew Research Center, sobre quem teria mais sucesso treinando um time de futebol, 54% disseram que os homens fariam um melhor trabalho, enquanto apenas 8% afirmaram que, se o papel fosse feminino, o resultado mais positivo.

Além disso, 46% das pessoas acreditam que os homens teriam melhores resultados ao gerir uma empresa de Petróleo e Gás. Por outro lado, as mulheres jovens no mundo dos negócios ganham quando o quesito é o sucesso gerindo um hospital ou uma loja de varejo.

Apesar de ainda haver muita desigualdade de gênero, o preconceito com as mulheres no mercado de trabalho vem diminuindo. Nas últimas cinco décadas, as mulheres começaram a estudar mais, se profissionalizar e a conquistar seu espaço no mercado de trabalho. Mesmo não sendo a maioria, há muitas mulheres líderes em empresas de grande porte, como é o caso da Meg Whitmann (CEO da HP), Maria das Graças Foster (CEO da Petrobrás) e Ellen Kullman (CEO da Dupont).

2 – Encontrar o espaço nas profissões que desejam

Há quem acredite que existam atividades apenas para homens e outras para mulheres. Em alguns países, atividades de casa, como limpar, cozinhar e cuidar dos filhos são tarefas unicamente femininas, enquanto trabalhar fora e fornecer o dinheiro são responsabilidades do homem.

Ao longo das últimas décadas, essa divisão tradicional vem ficando de lado, e abriu-se espaço para a liberdade profissional. Mas uma relação econômica pode ser traçada nesse quesito. Nos países mais desenvolvidos, não é raro famílias em que o marido cozinha e ajuda na limpeza. Agora, nos que não são, como é o caso do Brasil, ainda se coloca a mulher como responsável pelos filhos e pelo bom andamento da casa. Porém, com o passar dos anos e a maior inserção da mulher no mercado de trabalho, essa cultura tende a mudar.

Uma pesquisa do IBGE de 2010 mostrou que algumas profissões são dominadas quase que exclusivamente por mulheres jovens no mundo dos negócios. Entre elas estão a fisioterapia, enfermagem, psicologia e pedagogia. Por outro lado, as mulheres ainda são minoria em cargos públicos e executivos em grandes empresas.

3 – Modificar características aprendidas desde a infância

Além do grande desafio enfrentado pelas mulheres jovens no mundo dos negócios, muitas têm que aprender novas habilidades. Algumas famílias, culturalmente, criam meninos e meninas de forma diferente, e isso faz com que eles encarem a vida e o trabalho também de maneiras distintas.

Durante a infância, os meninos brincam de guerra ou de subir mais alto nas árvores, e são apoiados a darem o seu melhor. Enquanto isso, as meninas ouvem frases como “não suba tão alto para não se machucar” e “guerra é coisa para meninos”. Aos poucos, esses pensamentos se transformam em hábitos para as meninas: elas não sobem mais alto, não correm mais rápido e internalizam o receio ao risco.

Reshma Saujani conta sua história em uma palestra, cujo o título é: “ensine Bravura e não Perfeição para as meninas”. Nela, explica que muitas meninas são ensinadas a evitar riscos e ter medo do fracasso. Por isso, quando adultas, buscam aceitação em tudo que fazem, enquanto homens se arriscam mais e conseguem cargos mais altos.

Em 1980, pesquisadores estudaram como crianças da 5ª série lidavam com uma atividade que era muito difícil para elas. As meninas desistiram rapidamente, enquanto a maioria dos meninos se entusiasmou com o desafio e continuou tentando. Na mesma turma, as notas das meninas em todas as matérias eram maiores do que as dos meninos, e a diferença ocorre não pela inteligência, mas pela forma que cada um está preparado para enfrentar desafios. Para assistir o vídeo clique aqui.

O Business New Daily também afirma que a maior preocupação de mulheres no comando de Startups é o fracasso. Apesar de, nesse mundo, os empreendedores receberem mais “não” do que “sim”, ter medo do fracasso pode fazer com que algumas mulheres desistam nas primeiras tentativas.

4 – Equilibrar a vida pessoal e profissional

Outro desafio que as mulheres jovens no mundo dos negócios têm que enfrentar é o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Ao iniciarem sua carreira, as mulheres procuram empresas que tenham formas de balancear o trabalho, principalmente no período da gravidez e na infância dos filhos.

Já no mercado, muitas acabam tendo rotinas exaustivas e não contam com o apoio do marido para tarefas da casa, o que eleva o nível de stress e pode fazer com que desistam do emprego. E é por esse motivo que as empresas estão aderindo a licenças maternidades com períodos mais longos e nas opções de flexibilidade, como trabalhar de casa ou em período reduzido. Aos poucos, essa cultura vai se espalhando pelas empresas e, futuramente, teremos mais companhias preparadas para receber futuras mães, bem como dar oportunidades igualitárias para seus funcionários, independentemente do gênero e escolhas de vida.

E você, como enxerga os desafios das mulheres jovens no mundo dos negócios? Conte pra gente pelos comentários e continue acompanhando nosso blog.

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