Liderança e inteligencia emocional: 5 sinais de que o líder não é resiliente

Que tipo de líder você é: aquele que grita com os membros da equipe quando está sob pressão ou o  que consegue respirar fundo e avaliar a situação com calma antes de agir?

Para motivar pessoas, é preciso estar emocionalmente bem. Do contrário, sentimentos e impulsos irão atrapalhar nos relacionamentos e prejudicar o andamento das atividades laborais.

Liderança e inteligência emocional estão diretamente relacionadas. Um bom líder é aquele que sabe o que sente, o que isso significa e de que maneira essas emoções podem impactar nos demais.

No ambiente organizacional, os profissionais são expostos a diversos fatores, como situações estressantes, cobranças, frustrações e pressão, que podem gerar uma sobrecarga de emoções negativas.

Diante disso, quem possui cargo de liderança deve ser capaz de separar a emoção de todas as interações para poder conter e regular os ânimos da equipe, e jamais agir sem pensar no calor do momento, pois afeta o ambiente de trabalho e o engajamento de todos.

Claro que isso tão simples assim, especialmente se considerarmos o ritmo acelerado no qual vivemos e interagimos. Toda essa “pressão” para nos adaptarmos e correspondermos afeta a cada um de nós e, muitas vezes, não somos capazes de gerir nossas próprias emoções.

Mas, tratando-se de liderança, é fundamental fazer esse gerenciamento. E, para começar o processo, é preciso conhecer as emoções. Do contrário, reagimos sem pensar, perdendo o controle, o que pode acarretar em resultados bastante negativos.

Pensando em tudo isso, no post de hoje, listaremos cinco sinais de que o líder não é nada resiliente para que você possa identificar certas características e consertar comportamentos para alcançar os melhores resultados em termos de liderança e inteligência emocional. Acompanhe!

A relação entre liderança e inteligência emocional

Uma das habilidades do futuro em gestão é a inteligência emocional. O melhor líder é aquele que enfrenta desafios sem deixar os problemas pessoais afetarem as suas decisões de trabalho, é autoconfiante, não perde o controle diante de situações difíceis e avalia o impacto de suas ações antes de tomar uma atitude.

Quem deseja se destacar profissionalmente deve buscar maneiras de se desenvolver como líder. Afinal, no dia a dia, em diferentes momentos, cada um exerce o papel tanto de liderado quanto de líder. Por esse motivo, é preciso conhecer todas as vantagens de fortalecer as habilidades de liderança e inteligência emocional.

A inteligência emocional é a habilidade de entender e administrar as suas próprias emoções e as das pessoas à sua volta. Isso pode ser feito por meio da empatia e da simpatia. A primeira consiste na capacidade de identificar e entender o que o outro sente, já a simpatia é o compartilhamento de emoções de maneira a oferecer o seu apoio ao outro.

Líderes de sucesso sabem que a única maneira de a empresa atingir os objetivos é despertando o potencial de cada um dos membros do time e ajudá-los a atingir seu potencial. Quando eles conseguem incentivar os demais a se tornarem melhores, os resultados esperados, como crescimento, lucratividade, engajamento e inovação surgem de maneira natural.

A inteligência emocional é uma das habilidades do profissional do futuro e consiste em um profundo conhecimento sobre nós mesmos e sobre os outros. Essa consciência permite selecionar a melhor maneira de lidar com situações complicadas e de se libertar de velhos hábitos, como perder o controle e pensar apenas em si mesmo. Quando liderança e inteligência emocional caminham juntas, os conflitos e os problemas de comunicação dão espaço para a produtividade e para os bons relacionamentos.

Ainda não está convencido? Elencamos, a seguir, cinco sinais de um líder nada resiliente para que você identifique fatores que possam estar atrapalhando a sua gestão. Confira:

5 sinais de que o líder não é nada resiliente

#1. Falta de autoconhecimento

Líderes sem autoconhecimento estão sempre em dúvida e com incertezas em relação às suas habilidades. Isso faz com que eles acabem culpando os demais por seus próprios problemas e hesitem em relação à tomada de decisões. Essas características não combinam com o que um líder deve transmitir, não é mesmo?

O passo básico para criar (e manter) relações saudáveis com os demais é ter uma boa relação consigo mesmo. Se o líder estiver frustrado ou com problemas com a sua autoestima, isso acabará influenciando na dinâmica dos demais relacionamentos.

A liderança e inteligência emocional têm como base pessoas capazes de reconhecer e lidar com as emoções conforme elas acontecem. Grandes líderes compreendem suas forças e fraquezas e conseguem se comportar com humildade e lidar com problemas sem deixar que as emoções atrapalhem o seu julgamento e posicionamento.

Para melhorar o autoconhecimento, é essencial entender de que maneira suas emoções afetam os membros da sua equipe. Uma das melhores maneiras de adquirir esse autoconhecimento é por meio dos cursos de coaching.

#2. Ausência de autocontrole

Líderes sem autocontrole tomam ações de maneira grosseira e, na maioria das vezes, sem medir as consequências. A lógica do bateu-levou é a principal característica da falta de autocontrole.

Diante de situações desconfortáveis, como conflitos e pressão, é preciso pensar antes de responder ou agir.

Um dos pilares da liderança e inteligência emocional é analisar o máximo de lados de uma situação para ter a reação mais assertiva. O autocontrole nada mais é do que o gerenciamento das emoções. Os líderes devem ser capazes de manter a calma e o controle para não permitir que a raiva fale mais alto em momentos de estresse e tensão.

Além disso, quando algo dá errado, é essencial admitir seus erros e assumir a responsabilidade sem culpar a sua equipe.

#3. Desmotivação

A desmotivação não deve afetar a liderança e inteligência emocional. Um profissional não resiliente se deixa afetar pelos obstáculos e não lida de maneira saudável com os problemas do dia a dia ou com as mudanças.

Já os líderes motivados alinham constantemente os seus objetivos com o seu trabalho e contagiam todos ao seu redor para que entreguem o seu melhor.

Em caso de desmotivação, é essencial entender o que está por trás disso e buscar soluções. Com muita disciplina, quando você enfrentar um desafio ou passar por uma decepção, vai ser capaz de ver algo bom nesse processo e encontrar maneiras para reverter o cenário sem desanimar ou afetar negativamente a sua equipe.

#4. Carência de empatia

Líderes que não são capazes de ouvir a sua equipe, ajudar os membros do grupo a se desenvolverem e nem se colocam no lugar dos demais estão fadados ao fracasso – o que compromete não apenas os resultados de sua equipe, mas da empresa toda.

Muita gente pensa que uma organização é algo basicamente racional, e não emocional. E isso é um grande erro, já que uma empresa é composta por pessoas – e pessoas são repletas de emoções. Por esse motivo, é preciso lidar com o lado humano do negócio para engajar todos a darem o seu melhor.

Praticar a empatia e se colocar no lugar dos liderados é essencial para inspirar e motivar os times. Conversas sinceras e feedback para tentar entender diferentes pontos de vista e prestar atenção aos sinais de descontentamento são algumas maneiras de ganhar o respeito e a lealdade das pessoas.

#5. Problemas com habilidades sociais

As habilidades sociais interferem na liderança e inteligência emocional. Um líder que não as domina não consegue responder às mudanças ou gerir conflitos, além de ter problemas em conquistar a ajuda dos membros da equipe para entregar projetos ou alcançar metas.

Grandes líderes são aqueles que estabelecem boa comunicação e bons relacionamentos. Isso ajuda na resolução de conflitos, na valorização das equipes e na otimização de resultados.

Um líder de sucesso é resiliente, conhece bem seus sentimentos e entende de que maneira eles afetam os demais. Essas habilidades não são desenvolvidas da noite para o dia, é preciso tempo, dedicação e um esforcinho extra, como cursos de coaching.

Mas tudo isso valerá a pena para você se destacar, poder gerenciar a sua equipe e fazê-la crescer, bem como a empresa na qual atua.

Conheça também o que é liderança 4.0.

Você já conhecia a relação entre liderança e inteligência emocional? Se considera um líder resiliente? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima!