Marketing Jurídico: os erros de um escritório de advocacia

Marketing Jurídico

A área de marketing de qualquer negócio demanda tempo e investimentos para gerar resultados, e é essencial para a inserção e consolidação da empresa no mercado.

Você já deve ter ouvido falar que quem não está nas redes sociais não existe. Apesar de ser uma máxima que se vale do exagero, é bem verdade que para quem possui um negócio, hoje, é crucial adotar um bom marketing para ter crescimento efetivo e captar e se relacionar com os clientes.

Para os escritórios de advocacia, a importância de investir em marketing é a mesma. Mas, hoje, muitos dos escritórios que investem no marketing jurídico acabam cometendo erros que poderiam ser facilmente evitados.

Por isso, no artigo de hoje, apresentaremos os piores erros para um escritório de advocacia que decide investir em marketing jurídico. Conheça-os para não cometê-los!

1. Acreditar que a presença online é o erro número um do marketing jurídico

Acredite: não é apenas importante, é essencial ter uma presença online, porque dela depende o sucesso de seu escritório. Claro que o boca a boca ainda é importante, mas não deve ser a sua única forma de conquistar clientes. A ampla inserção do uso da internet nos mais diversos aspectos da vida das pessoas faz com que, hoje, quem precise de um advogado procure primeiro nos veículos de busca online.

Uma empresa que não tem uma presença online, com certeza, está deixando de alcançar uma grande fatia de potenciais clientes. Não investir em marketing digital é, simplesmente, abrir mão de seus clientes em prol da concorrência.

2. Montar um escritório generalista

Não há problema algum com escritório generalista, mas estamos falando de marketing! Em termos de publicidade, pense como cliente: você prefere contratar para resolver seus problemas jurídicos alguém que presta serviço em qualquer área ou acha mais fácil confiar em advogados que se posicionam como especialistas na área específica da sua demanda?

Para o marketing, esse ponto faz toda a diferença. Você bem sabe que a reputação de um escritório está intrinsecamente associada ao marketing jurídico. A alcunha de “especialista” pode ser o diferencial para agregar valor à imagem do seu escritório e captar novos clientes.

Ainda, de acordo com dados, entre os advogados mais requisitados estão os que possuem capacidade de atender clientes de forma personalizada em um segmento cada vez mais especializado. Assim, não fique ansioso para aceitar qualquer causa, prefira uma especialização em determinado nicho de atuação e torne seu escritório uma referência no assunto.

3. Acreditar que o código de ética da OAB é um fator limitante

Como você bem sabe, o Código de Ética da OAB define as diretrizes para a utilização do marketing jurídico para advogados. Existem, sim, algumas proibições, mas elas não devem ser vistas, nem de longe, como limitantes.

O que acontece é que o Código de Ética proíbe a publicidade agressiva e extrema. Todavia, em maio de 2016, a OAB fez alterações no código e está atuando com base no marketing de conteúdo. Hoje, é incentivado que o marketing jurídico busque educar o público-alvo, o que é benéfico para ambas as partes.

Ou seja, você pode elaborar textos informativos sobre o mundo jurídico e esclarecer dúvidas em seu blog ou site, além de utilizar as redes sociais de maneira coerente. Assim, você atrairá clientes e desenvolverá a boa reputação de seu negócio como uma autoridade na área.

4. Não conhecer o público-alvo e criar conteúdo irrelevante

Para não cometer erros de marketing jurídico, é preciso entender que toda ação de marketing começa com planejamento. Nessa fase, é necessário definir o público-alvo de sua campanha: você precisa conhecer com quem vai falar para saber como vai fazer isso, definindo a linguagem e os meios ideais para essa interação.

Quando isso não acontece, um erro recorrente pode ser percebido: produzir conteúdo irrelevante para seu público. Isso se dá quando os advogados fazem suposições sobre o que os clientes querem ler e o que é relevante para essas pessoas.

Esse pode parecer um erro mínimo, mas dependendo do caso, você pode não apenas perder clientes, mas afetar a reputação da sua marca. Portanto, saiba o que, quando e para quem vai publicar.

Uma dica é sempre procurar as palavras-chave das principais ferramentas de busca para saber o que as pessoas estão querendo saber. Após, delimite para o campo jurídico e defina qual conteúdo irá abordar.

O segredo para criar conteúdo de qualidade no marketing jurídico é entender exatamente o que seu cliente ideal quer saber.

5. Não ter um site responsivo

Cerca de 60% de todo o tráfego na internet vem de dispositivos móveis, de acordo com um estudo da revista Fortune.

Os internautas passam mais tempo em dispositivos móveis do que em seus computadores. Tenha em mente que, ao investir na sua presença online, não basta apenas fazer um site de qualidade e criar sua página profissional nas principais redes sociais.

Você precisa investir em um site responsivo, ou seja, um modelo de site que se adapte quando aberto em outros dispositivos, como smartphones e tablets.

Mas não é só isso. Recentemente, o Google mudou o algoritmo de seu sistema de busca, passando a favorecer, em sua página de resultados, sites que sejam responsivos aos dispositivos móveis. Ou seja, você tem mais chance de aparecer nos primeiros resultados na busca se seu site for responsivo.

É preciso que ele seja continuamente atualizado com as mais recentes tecnologias e plugins. Quem utiliza a internet, hoje, tem cada vez menos paciência para links quebrados e uma navegação ruim. Conforme estudo, 40% das pessoas abandonam um site quando  o acessam de seu celular e percebem que ele não é mobily friendly. Imagine quantos clientes seu escritório pode estar perdendo sem ter um site responsivo.

O design do site e a marca são cruciais e criam confiança imediata. Acredite, isso é substancial para um bom marketing jurídico! Um estudo sobre confiança em sites apontou que, em mais de 90% dos casos, a desconfiança das pessoas em relação ao canal está relacionada a problemas de design encontrados no site da empresa. Por isso, capriche nessa etapa!

6. Gerenciar com descaso suas páginas nas redes sociais

Como dito anteriormente: não basta apenas criar sua página para que sua presença online esteja garantida. Muito pelo contrário, é importante que você busque uma estratégia de gerenciamento para o conteúdo que vai postar em cada rede.

No entanto, apesar de existir a aparência de constante atualização nas mídias sociais, você não precisa ficar criando conteúdo novo (assim, não corre o risco de criar conteúdo irrelevante) e pode aproveitar temas que já abordou em outras ocasiões. É improvável que seus seguidores se lembrem de que você twittou a mesma frase há dois meses, por exemplo.

Assim, releia cada um dos seus artigos e tire os pontos mais importantes e atraentes. Dessa forma, você pode manter em dia a pauta e a organização para suas redes.

7. Não ter uma boa gestão de casos

Isso é recorrente em escritórios com muitos advogados, mas não é desculpa para falta de organização – ainda mais quando você está investindo em marketing jurídico.

Tenha como fator determinante a organização do grupo de associados antes de qualquer coisa. É a imagem dos advogados que trabalham no escritório que será o principal cartão de visitas da empresa.

8. Não investir na gestão de imagem pessoal

Mesmo que sua empresa tenha adotado um código de vestimenta casual, saiba que sempre que você for ser fotografado, é preciso estar vestido para impressionar. As fotos da sua página do Facebook precisam ser mais profissionais do que um anúncio de jornal!

9. Não dar retorno aos clientes

Quando um potencial cliente envia comentários para o blog ou a página de uma rede social em que sua empresa está inserida, você deve responder a essas mensagens. Se alguém está escrevendo para suas páginas, quer dizer que sua mensagem atingiu, pelo menos, uma parcela do público.

Não perca esse cliente em potencial, que demonstrou interesse em contratá-lo – ele pode ter mandado uma mensagem também para o escritório concorrente. Seja mais rápido e efetivo do que a concorrência em seu marketing jurídico!

10. Ter uma posição focada em preço e não em valores

Infelizmente, existe o pensamento de que o melhor marketing é oferecer o menor preço. Acreditar que honorários baixos vão atrair clientes é um erro bem comum entre advogados iniciantes.

Entretanto, os clientes procuram profissionais do direito para resolver problemas pessoais ou empresariais que gerem uma confiança. Se você está apostando em marketing jurídico, invista na sua imagem com foco em seus valores pessoais e profissionais, não em quanto cobra.

11. Esquecer de investir na identidade visual de seu escritório

Você, certamente, conhece a máxima que diz que “a primeira impressão é a que fica”, não é? Portanto, depois de identificar seu público-alvo, invista na criação de um bom logotipo, comunicação visual de seu escritório, em fotografias profissionais para utilizar na internet e em seus materiais. Hoje, alguns bancos de imagens oferecem serviços que podem ser suficientes. No entanto, considere contratar o serviço de um designer gráfico para abastecer seu website e suas redes sociais com boas imagens e uma identidade visual poderosa.

12. Fazer spam

É o velho caso das milhares de mensagens indesejadas que recebemos diariamente. Entenda isso: se uma pessoa recebe um spam, a primeira coisa que busca fazer é deletar essa mensagem. Além, claro, de criar implicância com aquela marca que enviou o conteúdo que ela não solicitou ou demonstrou interesse.

Evite esse tipo de problema: direcione as mensagens que quer transmitir para as pessoas que realmente decidiram recebê-las.

13. Ignorar os sistemas de monitoramento de tráfego

Existem sistemas gratuitos de monitoramento de tráfego que podem ser instalados em qualquer site e blog. Tenha essa estratégia fundamentada para seu marketing jurídico. Afinal, é muito mais fácil melhorar quando você sabe o que funciona para sua empresa.

Alguns advogados investem tempo e dinheiro em seus esforços de marketing online, mas depois esquecem de analisar os resultados. Isso dificulta otimizar campanhas e estratégias.

Ferramentas de rastreamento analíticas gratuitas ajudam a determinar o que está funcionando e o que precisa ser deixado de lado.  Analisar as visitas ao seu site pode ajudar você a entender melhor como chamar mais a atenção de seu público.

Assim, você saberá quais palavras-chave são mais buscadas e quais funcionam melhor para desenvolver seu conteúdo.

Investir em marketing jurídico não deve e não precisa ser uma dificuldade: apenas é preciso que você esteja focado e evite os erros dos quais falamos para que seu escritório continue crescendo.

É preciso ter em mente que o marketing jurídico deve fazer parte de sua rotina e de seus esforços diários. Assim, com constância, eficiência e dedicação, você trilhará um caminho de sucesso!

E você, quais estratégias de marketing jurídico utiliza em seu negócio? Compartilhe sua experiência nos comentários e até a próxima!

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